A semana seguinte a Praga continuou com a busca por uma forma de estarmos perto um do outro. Sabíamos que de uma forma ou de outra ficaríamos juntos, nem que fosse em 2 anos com a próxima remoção.
Eu pensava em mil coisas e o Roberto também. Até que um dia (15 dias depois do nosso primeiro encontro em Varsóvia) finalmente tivemos coragem de conversar seriamente sobre algo que há dias passava pelas nossas cabeças: casamento.
Sim, podem nos chamar de loucos, mas desde o início ambos sabíamos que tudo aquilo não era passageiro. De alguma forma tínhamos encontrado a pessoa certa para dividir a vida. Decisão precipitada? Pode até parecer. Mas muito acertada. Por mais que parecesse loucura eu tinha certeza que era a decisão mais certa que eu já havia tomado na vida.
Sim, casamento. Não queríamos uma união estável. Ela poderia resolver nossas questões de distância, pois poderia me dar o direito de servir com ele na Armênia. Mas não, queríamos casamento: papel assinado, mudança de nome, de estado civil, formação de uma família. Aquilo era certo. E então tomamos a nossa decisão: ÍAMOS NOS CASAR! Quando? Ainda não sabíamos... O mais rápido possível, claro. Se possível quando ele fosse para o Brasil em outubro.
Contamos a novidades para as mães... Cada uma reagiu de um jeito. E para os melhores amigos, que também tiveram reações diversas. Mas nada poderia nos fazer mudar de idéia. Aquilo tudo era mágico e muito certo. Era uma linda história começando de um jeito diferente.
Voltei para o Brasil. A saudade começou a apertar a cada dia. 8 horas de fuso era muita tortura. E foi na certeza de que não aguentaríamos esperar até outubro que conseguimos chegar a uma forma de o Roberto chegar ao Brasil no final de agosto. E íamos nos casar assim que ele chegasse. No dia seguinte. No nosso quinto dia juntos, no terceiro encontro.
É, podem repetir que é loucura... Mas as loucuras é que dão o toque mais especial da vida e que podem trazer a maior felicidade do mundo.
Nada de pedido de namoro, noivado ou pedido de casamento. O que nos uniu desde o primeiro dia foi o sentimento que nasceu entre nós. Aquele amor era mais forte que qualquer convenção, qualquer cerimônia ou amarra social.
Decisão tomada, comecei a correr atrás de mil providências. Com o Roberto na Armênia, tive que resolver tudo por minha conta. Buscava informações, idéias, preços, falava com ele e decidíamos juntos. O prático eu fazia. Contei com a ajuda das minhas "mães", da mãe do noivo e das madrinhas do casamento.
De início íamos só assinar papéis no cartório e pronto. Levei os documentos para dar entrada ns papéis do casamento pouco mais de 1 mês antes da data de chegada dele. Foi então que passamos a falar em fazer uma pequena recepção. Aquele era um dia único em nossas vidas, o mais especial, o dia em que estaríamos iniciando a nossa família e realizando um sonho. Resolvemos fazer uma festinha para 50 pessoas.
E os quase 4 meses entre a despedida em Praga e o reencontro passaram com todos os preparativos: cerimônia, bolo, docinhos, buffet, vestido, sapato, músicas, decoração, lembrancinhas para os padrinhos, fotógrafa e tudo mais. Mesmo uma festa pequena dá muito trabalho!!!
E assim os 5 meses se transformaram em 3, quase 4. Nosso reencontro passou de outubro para agosto. Os meses se arrastaram, claro, mas foram de grande felicidade com toda a expectativa do dia das nossas vidas.
E ele chegou. Roberto chegou no dia 28/08, domingo. Mais um reencontro, o mais feliz de todos até aquele dia. No dia seguinte seria nosso casamento e teríamos 40 dias juntos até que ele tivesse que voltar para a Armênia. Claro que já estávamos durante todo o tempo buscando ajuda para que eu pudesse ser removida para Ierevan logo depois do casamento. Mas até então não sabíamos direito quando eu poderia ir.
Mas naquela hora não interessava isso. Na hora que ele apareceu no desembarque tudo que eu queria ela ter meu quase marido por perto, 24hrs por dia... Matar a saudade que doía e começar uma vida nova.
Felicidade era meu nome do meio =)
NOSSA RE EU ME VEJO NESSA HISTORIA KKK EU E LUCAS TB FOMOS ASSIM DEPOIS DE SEIS MESES DE NAMORO ESTAVAMOS CASANDO E MUITO FELIZES.
ResponderExcluirantes da gente ficar a primeira vez eu sentia alguma coisa diferente por isso acho que demoramos tanto para ficar juntos pq no fundo sabiamos que nao ia ser so um namoro.
estranho isso ne a gente sentir que achou a pessoa para compartilhar a nossa vida bjuss saudadeeessss